
Sabem a sal os salpicos deste mar revolto.
Belas vagas de grinalda branca desfilam num vai e vem quase violento.
Envolvem o farol, anunciando a chegada de alguma embarcação aflita para atracar.
Como pode este meu porto ser seguro para tantas embarcações, e deixar a minha vaguear!
Ah a complexidade deste mar... Umas vezes leva-me para o fundo, outas parece que nunca me quiz afundar.
Vou procurando a carta de marear, não a encontro.
Quase imperceptivel o farol grita-me: ela não se aplica a este mar.
Entendo, entendo muito bem porque o diz. Não adianta procurar.
Ela está gravada em mim, só tenho que sentir as coordenadas e navegar.
Desfrutar do muito que este mar tem para me dar.
Vieira MCM