terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Esse lugar... Em sítio algum.


Quis ser como o vento. Estar aqui, soprar acolá.
Chegar a esse lugar... Em sítio algum.
Não permanecer em nenhum.
Mas... Não podia ser!
As raízes do coração laceram-me o peito.
Seguram-me aqui, onde por vezes não quero estar...
O amor vigilante, vem suave, impele-me a abrandar.
Revela-me as raízes aqui, e o coração em qualquer lugar.
Absorta ouço-o rumorejar: por cada estrela que se apaga, há imensas a brilhar.
Pergunto-lhe, e quando a decepção nos sufoca e a confusão se instala?
Ele sorri.
Basta sentir o vento e embarcar. Tomar para ti o leme.
Teres a coragem de dizer ao coração onde deve atracar.

Vieira MCM

3 comentários:

Hugo de Macedo disse...

...e quantas vezes nos falta, essa coragem.

Excelente texto, adorei.

SiulM disse...

Muito bom...

Luz disse...

VieiraMCM,
Aproveito este post, mais um belíssimo deste espaço para dizer que não vivo dependente de nada..., ou seja aquela dependência de que falou num dos meus espaços, pois como diz também eu penso que qualquer dependência é prejudicial, é doentia e, eu não defendo nem professo nada disso, antes pelo contrário, sou muito independente na minha forma de estar na vida, mesmo sendo dependente no seio dos afectos, daqueles que amo, da família, mas acima de tudo tenho uma personalidade vincada, convicta, forte e independente.
E, o meu coração está a reagir, reage sempre, não se deixa tolher como muitos que ficam inertes e sofredores uma vida inteira, não é isso que quero para mim, nem o que sinto e vivo.
E tal como diz este post, é preciso ter coragem e, essa eu tenho, quem quiser acompanhar-me óptimo, quem não quiser é porque algo faltou...
Vou continuar a sorrir, a chorar, mas vou continuar a caminhar sempre e, a escrever sobre a dor, a tristeza, a alegria, a felicidade, o sorriso que sempre tenho nos lábios, as lágrimas que do meu rosto deixo cair, quero sentir todos os sentires com todos os meus sentidos, é o que escrevo inteira que sou, com alma!

Abraço da Luz