terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Do Meu Porto Vejo o Farol


Sabem a sal os salpicos deste mar revolto.
Belas vagas de grinalda branca desfilam num vai e vem quase violento.
Envolvem o farol, anunciando a chegada de alguma embarcação aflita para atracar.
Como pode este meu porto ser seguro para tantas embarcações, e deixar a minha vaguear!
Ah a complexidade deste mar... Umas vezes leva-me para o fundo, outas parece que nunca me quiz afundar.
Vou procurando a carta de marear, não a encontro.
Quase imperceptivel o farol grita-me: ela não se aplica a este mar.
Entendo, entendo muito bem porque o diz. Não adianta procurar.
Ela está gravada em mim, só tenho que sentir as coordenadas e navegar.
Desfrutar do muito que este mar tem para me dar.

Vieira MCM

4 comentários:

Ana Isabel disse...

Belas imagens escritas.

Um Feliz Natal

Beijinho


Ana

Luz disse...

Adorei esta união, mar, porto, farol...
É preciso sentir o que esse mar nos tem para dizer, nos pode dar, anunciando algo novo por onde podemos navegar...

Um Feliz Natal com muita Luz

Abraço

Tânia disse...

De volta ao activo! A ver se é desta que consigo por o blog a par deste mundo!

Tens aqui um bonito texto, como sempre, de resto :)

Beijo Grande

Hugo de Macedo disse...

Belas palavras, uma vez mais.
Votos de um excelente 2011.