terça-feira, 26 de abril de 2011

Ainda que doa

Alma nua, despida de tudo,vestida de nada,
Deambulando na noite, preza na alvorada,
Magoa-a a indiferença, por todo lado espelhada,
Indaga uma compreenção, que agora não vale nada,
Alma vazia, cheia de tudo e quase nada,
Inábil, não se expressa,
Galopa, mas não tem pressa,
Inflige-se sofrimento que dizem não lhe pertencer,
Falam-lhe de um caminho, que pensam não o saber,
Não se obedece... apenas por não querer,
Da necessária vontade, ainda que doa,
Depende o fazer.

Vieira MCM

5 comentários:

Sonhadora disse...

Alma vazia...cheia de tudo e vestida de nada...vacuo apenas, como sei do que falas, lindo o teu texto...e desculpa entrar assim.

Um beijo
Sonhadora

valquiria calado disse...

A alma revela-se, nua, na simplicidade de como veio ao mundo, pura, mas a incompreensão a falta de comunhão a faz vestir-se, esconder-se, proteger-se...quem a amará?


bjos.

Hugo de Macedo disse...

A alma...há que trazê-la despida.
Gostei muito deste texto, Vieira MCM.

JB disse...

Sem dúvida, tudo depende da nossa vontade de fazer o que quer que seja, tudo depende da nossa capacidade, coragem, de vencer receios... mas às vezes o nada parece-nos tanto que nos enche o todo da alma ...

Deveras bem escrito e principalmente muito sentido!

Beijinho

Luz disse...

Vieira MCM,
Excelente texto este de alma nua, despida de tudo e vestida de nada..., mas sempre tão plena e cheia de nós, do que nos toma em tantos sentidos que muitas vezes não sabemos que rumo dar-lhe e, é aí que temos de saber o querer e o fazer, seguir mesmo que possa doer...

Beijinhos