quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Sem explicar, sinto

Sinto a brisa, não me importo.
A maresia refresca.
A onda vem e leva o pensamento,em breve volta e o pensamento fica.
A alma doi.
A areia permanece, os grãos rolam, acomodam-se, a alma não.
Quase sempre é assim.
Vem do grande nada.
A rebentação virgem e selvagem.
A vida segue o seu trilho.
E o sal?
Tempera a vida.

Vieira MCM

2 comentários:

Luís Marques disse...

Sentimos. E às vezes nem sabemos bem o quê, mas sentimos. E explicar pode ser ainda mais difícil. Mas sentimos. Gosto cada vez mais do que tu escreves.

TaNuSkA disse...

É verdade , por vezes e muito dificil de explicar o que se sente . Mas sabemos que sentimos , e isso por si só já e importante .

Beijo