segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Indulto

Olhar disperso, perdido, vagueando no horizonte.
Comunicação impossivel, talvez porque não se tente, talvez porque não se consegue.
Desaponta-se, soma e segue.
Busca-se o alento,
Instiga-se o acalentar do remoinho lá dentro.
Faz-se uma prece,
a vontade comparece,
Desencadeia-se de novo o combate da mente,
As ideias vão e vêm em torrente.
Nada é o que realmente parece.
A acção fica inerte num contra senso comum,
num conflito de todos e de cada um.
Ninguém se chega à frente para ver o que há-de sobrevir,
nem um movimento, nada de agir.
E se uma das partes não comparecer?
Diremos que foi sem querer...!
Pagaremos o indulto?
Ou ficaremos para sempre de luto?

Vieira MCM

1 comentário:

Luís Marques disse...

Sem dúvida que o luto não é uma forma de indulto...